Mais de 50 representantes do setor participaram de assembleia para discutir propostas em tramitação no Congresso e preparar a categoria para as futuras negociações coletivas
Mais de 50 empresários dos setores de hospedagem e alimentação participaram, na manhã desta terça-feira (22), de assembleia promovida pelo Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC). O encontro teve como objetivo esclarecer temas trabalhistas que preocupam a categoria e discutir seus possíveis impactos sobre a organização e os custos das empresas. Entre os assuntos foram abordados a proposta de adoção da escala de trabalho 5×2, as regras aplicáveis às folgas de mulheres aos domingos e as mudanças relacionadas à Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) com relação aos riscos psicossociais.
A reunião foi conduzida pelos advogados do Sehal, Denize Tonelotto e João Manoel Pinto Neto, que apresentaram o estágio atual das discussões, explicaram o que já está em vigor, o que ainda depende de aprovação ou regulamentação e esclareceram dúvidas sobre os possíveis reflexos para as empresas.
Na abertura do encontro, o presidente do Sehal, Beto Moreira, agradeceu a expressiva participação dos empresários e destacou a importância de o setor acompanhar de perto as discussões que podem resultar em mudanças significativas na organização do trabalho. “Precisamos estar unidos e bem informados. É o momento de acompanhar as discussões, compreender os impactos e agir coletivamente para defender os interesses do setor. Não podemos implantar antecipadamente medidas que ainda não foram aprovadas, mas também não podemos deixar de nos preparar”, afirmou.
Alerta, cautela e participação da categoria
Segundo o advogado João Manoel Pinto Neto, a assembleia também teve como finalidade ouvir os empresários e construir, de forma coletiva, o posicionamento que deverá ser adotado pelo sindicato patronal nas próximas negociações com o sindicato dos trabalhadores.
“A assembleia é o momento em que os empresários definem qual caminho o sindicato deve seguir. Alguns temas ainda estão em discussão e, em breve, teremos as negociações das convenções coletivas de trabalho. É nessa oportunidade que o Sehal poderá levar à mesa as propostas e as preocupações apresentadas pelo setor”, explicou.
A advogada Denize Tonelotto reforçou a necessidade de distinguir as regras já existentes das propostas que ainda se encontram em debate, evitando decisões precipitadas pelas empresas.
“Muitos empresários assistem às notícias e entendem que todas as mudanças já foram aprovadas, quando isso não aconteceu. Ainda existe um longo processo de discussão pela frente e nossa expectativa é de que algumas propostas não avancem da forma como foram apresentadas. A orientação é agir com cautela, acompanhar o andamento dos temas e não implantar antecipadamente medidas que ainda não são obrigatórias”, ressaltou.
Durante o encontro, os empresários demonstraram preocupação principalmente com a reorganização das escalas, a necessidade de ampliação dos quadros de empregados, o aumento dos custos operacionais e os riscos de passivos trabalhistas.
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