Sehal realiza workshop sobre as normas da Convenção Coletiva de Trabalho - Sehal - Sindicato das Empresas de Hospedagem Alimentação do Grande ABC

Sehal realiza workshop sobre as normas da Convenção Coletiva de Trabalho

Departamento Jurídico esclarece dúvida aos empresários do setor fazendo um passo a passo de cada cláusula da nova CCT 

As inúmeras dúvidas sobre a aplicação correta da Convenção Coletiva de Trabalho levaram o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) a realizar workshop para empresários do setor a fim de esclarecer os diversos pontos da convenção e qual a sua importância. A palestra foi gratuita e a participação condicionada a entrega de 1k de alimento não perecível em benefício de entidade carente.

O encontro sob o tema Desvendando a Convenção Coletiva aconteceu quarta-feira (17) no Buffet Fantastikids, em São Bernardo. Realizada presencialmente, a atividade atendeu todos os protocolos de higiene e saúde em função da pandemia do novo coronavírus, com distanciamento, uso de máscara e disponibilização de álcool gel. 

Recentemente o Sehal fechou acordo com o Sindehot-SBC (Sindicato dos Empregados no Comércio de Hotéis e Similares de São Bernardo e Região) para as cidades de São Bernardo do Campo, Diadema e Rio Grande da Serra. Foi acordado com a entidade de trabalhadores o repasse do INPC acumulado em 3.89%, elevando o piso da categoria nessas cidades para R$ 1.496,00.

É de fundamental importância que os pisos corretos sejam respeitados, mas a convenção é regida também por outras normas que precisam ser bem compreendidas como por exemplo, hora extra, adicional noturno, atestados (inclusive na pandemia), Repis, entre outros. 

Para levar as informações aos empresários, o Sehal colocou o seu Departamento Jurídico à disposição. O encontro foi comandado pela advogada do Sehal, Dra. Denize Tonelotto, responsável pelas negociações coletivas com os sindicatos dos Trabalhadores do ABC junto com o também advogado do sindicato patronal, Dr. João Manoel Pinto Neto. O presidente do Sehal, Beto Moreira, fez a abertura com as boas vindas aos participantes.

“Orientamos e explicamos cada cláusula da Convenção Coletiva para não haver qualquer dúvida. Por exemplo, como o percentual de hora extra deve ser aplicado dentro da legalidade. O nosso objetivo é fazer com que os empresários entendam que conhecendo as normas podem minimizar riscos de processos judiciais e de multas da Delegacia do Trabalho, sendo importante que entendam e cumpram as regras definidas pela Convenção. Um passivo trabalhista, às vezes, se arrasta por até 15 anos e pode tornar a empresa inviável.”, explicou Dra. Denize. 

Muitos empresários deixam de cumprir as regras da convenção coletiva por desconhecimento da mesma. “Quando passa a entender como funciona cada cláusula e onde se aplica, fica mais tranquilo conferir holerites e gerir a parte do pessoal com segurança jurídica”, afirmou a advogada.

De acordo com a especialista, os equívocos sobre as normas vão além e levam ao erro até o profissional que está acostumado ao dia a dia da empresa. “No caso, os contadores se preocupam em seguir a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), mas na verdade, deveriam saber que cada categoria, município ou região tem uma convenção específica”, acrescenta.

A palestra contou com a participação de empresários das três cidades e de contadores interessados em aplicar corretamente a nova Convenção.

 

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